A UFMG vai sediar oito institutos nacionais de ciência e tecnologia, do total de 12 que serão instalados em Minas Gerais. O anúncio da seleção foi feito no final da manhã desta quinta-feira, dia 27 de novembro, em Brasília, em solenidade reunindo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marco Antonio Zago. Em todo o país, foram selecionados 101 institutos para ocuparem posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.
A criação dos institutos, que terá investimento de cerca de R$ 523 milhões – valor considerado, de acordo com o CNPq, o maior disponível para uma chamada pública de apoio à pesquisa no país –, conta com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), e das fundações de amparo à pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig), Rio de Janeiro (Faperj) e Santa Catarina (Fapesc), Ministério da Saúde, Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na Região Sudeste, serão sediados 63 institutos, sendo 35 em São Paulo, 16 no Rio de Janeiro e 12 em Minas Gerais, com recursos das parcerias com o Ministério da Saúde e diretamente com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados.
Os institutos coordenados por pesquisadores da UFMG receberão cerca de R$ 60 milhões. Segundo o pró-reitor Carlos Alberto Pereira Tavares, a participação da UFMG se estende a outros institutos: devido à estrutura de rede do programa, diversos professores participam de grupos coordenados por outras universidades. “Creio que os institutos vão gerar expressivo financiamento a longo prazo, além de demanda por maior planejamento das atividades na área, o que trará tranqüilidade e garantia na realização das pesquisas”, comentou.
Tavares observa que os grupos selecionados terão importante papel na produção científica nacional, pois vão propiciar interação entre as instituições e a otimização de recursos públicos. Analisando o grande número de institutos aprovados para a UFMG, ele considera ser esse um reflexo da liderança da Universidade no estado. “Os Institutos devem consolidar e ampliar essa posição, pois sua produção, em diversas áreas, se tornará referência no país”, refletiu.
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