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Redes Sociais

Redes Sociais (RS)

As redes sociais (RS) envolvem interações entre um grande número de entidades heterogêneas, sendo que os comportamentos dessas entidades variam no tempo e se manifestam em múltiplas escalas de tempo e múltiplos tipos de relacionamento. Por exemplo, diversas redes sociais emergem das interações entre pesquisadores de uma área do conhecimento. Em link ghost-writer-agentur.de particular, redes podem ser usadas para representar as relações de co-autoria entre estes pesquisadores, as relações de colaboração entre departamentos acadêmicos, as interações entre grupos de pesquisadores de diferentes países em diferentes épocas no tempo. O estudo dessas redes pode levar ao entendimento da evolução de uma área de pesquisa, à determinação da importância e do impacto de certos autores ou grupos de autores e à difusão de novas teorias ou práticas experimentais [75, 90]. A sociedade representa um dos mais complexos sistemas, com seus milhões de cidadãos interagindo com diferentes freqüências de tempo e gerando uma rede social complexa que tem papel chave em diferentes dimensões da vida contemporânea, como difusão de idéias e sistemas políticos, geração de riquezas e disseminação de doenças.

Nas últimas décadas, cientistas sociais desenvolveram pesquisas e estudos sobre as interações entre indivíduos e instituições na busca da determinação do comportamento social coletivo [65]. Entretanto, os objetos de análise, tipicamente relações de amizade, colaboração e comunicação, são difíceis de observar experimentalmente no tempo, para um grande número de pessoas. Em geral, esses estudos experimentais estão restritos a observações em curtas janelas de tempo, para pequenas populações. Além disso, o alto grau de subjetividade nos processos de observação e coleta de dados sociais aumenta a incerteza das conclusões.

À medida que o número de atividades cotidianas da sociedade conduzidas no domínio digital, em particular na Web, aumenta, a coleta de dados referentes à forma como as pessoas se comunicam e interagem umas com as outras, o que elas aprendem, como elas trabalham e até mesmo como elas se divertem passa a ser viável. Essas atividades deixam registros das interações entre as pessoas e os objetos informacionais existentes na Web. Esses registros, representados por meio de logs, descrevem as interações em vários serviços da Web, tais como máquinas de busca, serviços de redes sociais online e transações comerciais [35, 75, 115].

O estudo empírico das redes derivadas desses logs leva à formulação de novos resultados práticos e teóricos [94] sobre o comportamento e a evolução de redes na Web [97]. Com este objetivo, a linha de pesquisa www.ghostwriter-agent.de de redes sociais irá enfatizar o tratamento de questões fundamentais relacionadas aos três desafios sobre os quais o programa de pesquisa do Instituto INPWeb é construído. Com relação ao Desafio 1, a caracterização e modelagem de propriedades topológicas e funcionais de diferentes redes sociais possibilitam a modelagem do comportamento social coletivo dos usuários. Além disto, o entendimento destas propriedades e da interação entre as redes sociais e as redes tecnológicas que compõem as camadas inferiores pode ser explorado no desenvolvimento de novas técnicas e algoritmos relacionados ao desafio 2, isto é, ao tratamento da informação. Resultados de pesquisas em redes sociais têm sido usados também para aumentar a eficiência, confiabilidade e segurança de sistemas de informação distribuídos em larga escala, como ocorre na Web [19, 95, 122].

Dentro dessa perspectiva, o estudo de redes sociais contribui também para o desenvolvimento de algoritmos e protocolos que visam suportar o desenvolvimento do Desafio 3. Sendo assim, a linha em pesquisa de redes sociais atuará, juntamente com as demais, nas três camadas contempladas na nossa visão unificada da Web, tendo, portanto, participação chave no tratamento dos três grandes desafios abordados pelo INWeb.

Esta linha de pesquisa contará com a participação principalmente dos pesquisadores Virgílio Almeida (UFMG), Jussara Almeida (UFMG) e Cristina Murta (CEFET-MG).

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