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Modelagem da Interação

Modelagem da Interação e Comportamento dos Usuários (MIC)

A disseminação de informação na Web inicia-se a partir da interação das pessoas (usuários) com os serviços existentes. Logo, as necessidades desses usuários e o uso que eles fazem desses serviços devem ser contemplados no processo de investigação de como tornar estes mesmos serviços mais eficientes e eficazes. Isto é feito a partir da caracterização e modelagem qualitativa e quantitativa de padrões de comportamento dos usuários, de suas interações com os serviços (através das interfaces) e, em última instância, de suas interações com outros usuários, a partir da formação de redes sociais. A linha de pesquisa modelagem da interação e comportamento dos usuários (MIC) contempla então várias técnicas complementares e visa, em última instância, fornecer subsídios para o projeto de mecanismos que contribuam para a maior robustez e eficácia de serviços e infra-estruturas no atendimento das necessidades de seus usuários.

Por um lado, faz-se importante investigar aspectos qualitativos sobre a criação de serviços que as pessoas possam querer utilizar e devam conseguir e gostar de fazê-lo [32]. Deve-se também investigar os aspectos sociais relacionados ao uso de determinados serviços que envolvem questões relacionadas ao impacto destes serviços sobre as pessoas que os utilizam e sobre seus relacionamentos [1, 15, 99, 108]. Como exemplo, citamos considerações e expectativas sobre aspectos éticos de comportamento das pessoas em um serviço [100].

Por outro lado, o comportamento do usuário e de suas interações podem também ser analisados a partir da caracterização quantitativa de diferentes fontes de evidências coletadas das próprias aplicações [6, 10, 44, 64, 115] e do tráfego observado em pontos estratégicos [62, 93]. Exemplos de tais evidências incluem objetos informacionais disponibilizados e acessados, interações estabelecidas com outros usuários, frequência de utilização de diferentes serviços e padrão de visitação de diferentes funcionalidades e serviços. A caracterização destas evidências e posterior sumarização em modelos de padrões de comportamento representativos devem explorar técnicas de mineração de dados [98, 114], modelagem estatística [72] e modelagem Markoviana e não Markoviana [74] para capturar fielmente as propriedades estatísticas e dinâmicas dos comportamentos. Estas técnicas podem ainda ser aplicadas conjuntamente com estratégias de modelagem de redes sociais (linha RS) visando o desenvolvimento de modelos de comportamento coletivo e a descoberta de agrupamentos (ou comunidades) que compartilhem interesses comuns. Técnicas de recuperação de informação (linha RI) podem também ser aplicadas para identificar e classificar perfis de comportamento [19, 64, 83].

No contexto específico do nosso programa de pesquisa, a modelagem de interação e comportamento das pessoas está fortemente relacionada aos Desafios 1 e 3. Todos os objetivos específicos associados ao desafio 1 são o foco de estudo desta linha de pesquisa, com estreita colaboração com a linha de pesquisa em redes sociais (RS). Em particular, a identificação, caracterização e modelagem de padrões de comportamento considerados maliciosos, oportunistas e anti-sociais (objetivo específico 1.3), visam subsidiar o projeto de mecanismos de controle e combate mais eficazes (Desafio 2). A modelagem quantitativa desses padrões e, em última instância, o projeto de mecanismos efetivos de controle, podem se beneficiar da investigação de questões mais qualitativas como a identificação de critérios e aspectos sociais relevantes e com impacto nas ações e comportamentos dos usuários (objetivo específico 1.5), além da investigação de como características sociais das pessoas influenciam e são influenciadas pelas características dinâmicas das camadas inferiores de serviços e infra-estrutura (objetivo específico 1.4).

A modelagem de comportamento e interação dos usuários está diretamente relacionada também ao Desafio 3, uma vez que este trata de questões sobre como a informação será entregue ao usuário e de questões relacionadas à qualidade de uso e a aspectos sociais que permitem definir esta entrega como satisfatória. Assim, os objetivos específicos 3.6 e 3.8 estão diretamente relacionados a esta linha de pesquisa, particularmente no que se refere à visualização de informações [37, 106], projeto e avaliação de sistemas colaborativos [66] e programação por usuários finais [3, 57, 58].

Os objetivos específicos relacionados acima serão atacados conjuntamente, combinando as várias técnicas e abordagens discutidas. Este esforço em aliar aspectos qualitativos e quantitativos no desenvolvimento de modelos mais ricos e representativos é incomum, senão inédito, na comunidade científica, uma vez que esses tipicamente são desenvolvidos isolada e independentemente. A abordagem conjunta proposta visa capturar aspectos fundamentais sobre o comportamento de usuários reais de vários serviços da Web, produzindo modelos mais realistas e permitindo investigar tanto o impacto que determinados serviços têm sobre o comportamento do usuário quanto o impacto que os diferentes padrões de comportamento dos usuários têm sobre os serviços e infra-estruturas, através da carga imposta sobre eles.

Esta linha de pesquisa contará com a participação principalmente dos pesquisadores Jussara Almeida (UFMG), Virgílio Almeida (UFMG) e Raquel Prates (UFMG).

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